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Contratações internacionais que viraram lenda no futebol brasileiro

Sonhar não custa nada. A frase é um velho clichê, mas sempre pareceu fazer sentido para os times brasileiros. Consagrados no futebol, jogadores de fama internacional já foram o grande objeto de desejo de alguns clubes.

O caso mais recente aconteceu com o Botafogo-SP, que pretendia trazer Christian Vieri para disputar o Campeonato Paulista de 2010. O atacante italiano tem um currículo expressivo, mas tudo não passou de um sonho. Há quem acredite que ele ainda vá jogar no Boavista, do Rio de Janeiro, mas tudo parece cada vez mais improvável.

Ou seja, a história já está virando lenda, assim como tantas outras do passado. E, como toda boa lenda, o importante é sempre relembrá-las para que todos tomem conhecimento e espalhem tudo por aí. Recorde algumas:

Diego Maradona na Portuguesa (1975)
O argentino dispensa apresentação. Apesar dele não ser melhor que Pelé, os torcedores da Lusa podem lamentar não terem contado com “El Diez” no passado. Um dos primeiros empresários do futebol brasileiro, Juan Figer, teria oferecido o jogador à  diretoria, que achou que não valeria a pena investir 300 mil dólares em um jovem de 15 anos. Essa história foi contada inicialmente por Mauro Teixeira, no jornal Folha de S. Paulo, de 21 de agosto de 1990.

Torcedores sonhadores da Lusa fizeram montagem com Maradona
Torcedores sonhadores da Lusa fizeram montagem com Maradona

Diego Maradona no Santos (1998)
Aqui “El Pibe de Oro” já tinha passado por todas as grandes dificuldades de sua vida e nem tinha superado-as por completo. Então ele veio ao Brasil para encontrar com Careca, seu amigo dos tempos de Napoli. Pelé o achou por aqui e quis ajudá-lo, tentando levá-lo para jogar no Peixe. Problemas salariais atrapalharam, mas também há quem diga que Émerson Leão, técnico do time à época, vetou a contratação.

Paulo Futre na Portuguesa (1998)
O português, que já foi considerado o segundo melhor jogador da Europa, foi contratado pela Federação Paulista de Futebol para ser uma atração do Campeonato Paulista. Foi decidido que ele seria repassado à Lusa, mas não houve acerto financeiro. Durante a mesma época, o sueco Thomas Brolin também chegou a ser especulado como outra opção internacional, mas não vingou.

Gabriel Batistuta no Flamengo (1999)
O maior goleador da história da Seleção Argentina já foi uma promessa da diretoria do Rubro-Negro. Isso porque a ISL garantiu um investimento pesado no time. Só que o centroavante foi para a Roma, viveu mais momentos de glória e, enquanto isso, o Fla anunciou Tuta para usar a camisa 9 e viu sua parceria fracassar nas contratações.

Não dá pra trazer o Batistuta? Ok, então esquece o Batis...

Não teremos o Batistuta? Ok, então esquece o Batis...


Michel Preud’homme no Fluminense (1999)

É um dos maiores micos da história do tricolor carioca. O goleiro belga, considerado um dos melhores da história em sua posição, chegou a ser anunciado oficialmente. Ele estava só na reserva do Benfica e viria para encerrar sua carreira de forma digna. Ainda traria junto o italiano Nicola Berti. Preud’homme chegou a estar nas Laranjeiras para ser apresentado, mas foi chamado para voltar a Portugal e nunca vestiu a camisa do Flu.

Luís Figo no São Paulo (2005)
O português, que já tinha sido eleito o melhor jogador do mundo em 2001, estava de saída do Real Madrid após o fim da primeira era galática. Émerson Leão, técnico do tricolor paulista à época, resolveu pedir a contratação para o presidente do clube, Marcelo Portugual Gouvêa. Há quem garanta que as negociações de fato aconteceram, mas o meia preferiu acertar sua transferência para a Inter de Milão.

Roberto Baggio, Gianluca Pagliuca e Alessandro Del Piero no Guarani (2006)
O boato foi plantado por causa de um golpe sofrido pelo Bugre. Nico Nicoletti, um suposto italiano, criou uma parceria entre a empresa Turbo System SLR e o time. Ele prometeu trazer os já veteranos atletas para jogar no time campineiro e divulgar o acordo. O problema é que Nico era brasileiro, já tinha um passado sujo e tudo não passou de uma armação, que ainda levou o Guarani a ser rebaixado posteriormente.

Edgar Davids no Náutico (2009)
O holandês naturalizado (nascido no Suriname) ficou sem contrato após sair do Ajax e sempre disse que pretendia encerrar sua carreira no Brasil. Após atuar por Milan, Juventus, Barcelona e outros grandes times da Europa, a vontade do volante era jogar no Flamengo, que o recusou. A partir daí, ele passou a tentar outros times, como o Coritiba, mas quase foi parar mesmo em Pernambuco. Faltaram apenas detalhes para o sonho do Timbu virar realidade.

Hernán Crespo no Goiás (2009)
Encostado na Inter de Milão, o centroavante argentino, que já foi eleito um dos 100 melhores jogadores de todos os tempos pela FIFA, quase encerrou sua carreira no Brasil. Ele foi oferecido ao time esmeraldino, que o recusou por causa dos altos salários pedidos. O Corinthians ainda teria se interessado pelo atacante também, mas tudo não passou de especulação.

Román Riquelme no Fluminense e no Corinthians
É um caso de sonho ainda possível, mas que já causou muito barulho em vão no passado. Em 2008, por exemplo, o tricolor das Laranjeiras ia disputar a Copa Libertadores e queria montar um super time, através do apoio da parceria com a Unimed. O argentino foi especulado, mas acabou no Boca Juniors, time que o revelou. Em 2009, foi a vez do alvinegro paulista desejar um time forte para a Libertadores e sonhar com Riquelme também. O meia não veio e os contratados para a sua posição foram Danilo, ex-São Paulo e Tcheco, ex-Grêmio.

"Sonhar não custa nada"? Se alguém ousou comprar essa camisa, não vai gostar dessa frase clichê

"Sonhar não custa nada"? Se alguém ousou comprar essa camisa, não vai gostar dessa frase clichê

Clarence Seedorf no Flamengo
Aqui existe mais um sonho que ainda pode ser realizado. O meia ainda está atuando em grande nível pelo Milan, mas sempre disse que torce pelo Rubro-Negro e animou torcedores e diretoria para um possível acerto no futuro. Na Itália, o holandês é treinado pelo brasileiro Leonardo, ex-jogador que já vestiu a camisa do Rubro-Negro carioca, o que pode influenciar em futuras negociações. Apesar dos boatos, Seedorf já veio a público para garantir: “nunca disse que jogaria por um clube brasileiro”.

3 comments

1 Julio Simões { 12.18.09 at 10:55 am }

Sensacional! Bom trabalho, Allan!

É incrível como os brasileiros tem fetiche por jogadores europeus, né? E também é estranho como quase nenhum se aventura aqui pelos trópicos…

2 lena { 02.21.10 at 12:50 pm }

seria bacana ver os argentinos jogando no brasil
sobretudo se fossem batistuta ou riquelme
pena q tudo não passou de sonho

3 Malercin { 04.08.10 at 10:44 am }

Diego maradona no portuguesa tava dificil em…
seedorf no fla tamem dificil…
mto estranho !!!
mas é a verdade :)

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