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		<title>A lenda dos indianos descalços na Copa de 50</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 04:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emanuel Colombari</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>A Copa do Mundo de 1950 foi marcada por alguns fatos que entraram para a história, como a vitória do Uruguai sobre o Brasil na última rodada do quadrangular final ou o 1 a 0 dos EUA sobre a Inglaterra no Estádio Independência. E um dos fatos históricos de 1950 diz respeito à Índia, que esteve perto de disputar o Mundial, mas que abriu mão da vaga porque seus jogadores atuavam descalços e não queriam ser obrigados a usar chuteiras. É uma bela história, mas que conta com um problema simples: é um mito.</p>
<p><span id="more-799"></span>É bem verdade, antes de mais nada, que a Índia passou pelas <a href="http://www.rsssf.com/tables/50q.html" >eliminatórias asiáticas</a> para o torneio. O time disputaria a vaga contra Burma (atual Mianmar), Filipinas e Indonésia em um mata-mata simples. Na primeira rodada, Burma desistiu, colocando os indianos automaticamente na decisão da vaga. O problema (ou não, dependendo o ponto de vista) é que filipinos e indonésios também desistiram da disputa, colocando então a Índia como o representante asiático da Copa de 1950.</p>
<p>Até aí, tudo muito bem. Porém, mesmo com a vaga em mãos, os indianos de fato abriram mão da participação no Mundial de 1950. Motivo real? Pura falta de conhecimento. Ainda em sua quarta edição, a Copa do Mundo era evento pouco disseminado em parte do mundo – e particularmente na Índia, onde o esporte nacional era (e ainda é) o críquete.</p>
<p>“Não tínhamos ideia do que era a Copa do Mundo na época”, conta Sailendra ‘Sailen’ Manna, jogador da seleção local nas décadas de 40 e 50, em entrevista à versão indiana da revista <em>Sports Illustrated</em>. “Se tivéssemos sido melhor informados, tomaríamos nós mesmos a iniciativa. Para nós, as Olimpíadas eram tudo. Não havia nada maior”, acrescentou.</p>
<p>De fato, ao que tudo indica, a seleção da Índia não tinha problemas para atuar descalça. Na Olimpíada de 1948, disputada em Londres, a equipe chegou a participar do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Football_at_the_1948_Summer_Olympics" >torneio de futebol</a> – porém, acabou eliminada na primeira fase, após perder por <a href="http://www.fifa.com/tournaments/archive/tournament=512/edition=197049/matches/match=32358/report.html" >2 a 1 para a França</a> com um gol sofrido aos 44 minutos do segundo tempo. Na partida, 10 dos 11 indianos atuaram descalços – apenas <a href="http://freakoutwithsports.blogspot.com/2008/07/60-years-ago.html" >Balaram Parab</a> utilizava chuteiras. Quatro anos depois, <a href="http://www.omg-facts.com/view/Facts/7647" >descalça</a>, disputou também a modalidade na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Football_at_the_1952_Summer_Olympics#Final_tournament" >Olimpíada de Helsinque</a>, e foi novamente eliminada – desta vez, com uma arrasadora derrota por <a href="http://www.fifa.com/tournaments/archive/tournament=512/edition=197058/matches/match=32371/report.html" >10 a 1 para a Iugoslávia</a>.</p>
<p>Isso quer dizer que os indianos realmente jogavam descalços na época? Sim e não. De fato, os indianos chegaram a disputar torneios oficiais sem que seus jogadores usassem chuteiras. Exemplo: em 1911, o Mohun Bagan conquistou a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/IFA_Shield" >IFA Shield</a> com um time descalço.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-805  aligncenter" title="1911-mohunbagan" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/07/1911-mohunbagan-300x193.jpg" alt="1911-mohunbagan" width="300" height="193" /></p>
<p>No entanto, em 1947, o time voltou a conquistar o torneio. Desta vez, aos que tudo indica, com 11 jogadores calçando chuteiras.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-807  aligncenter" title="1947-mohunbagan" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/07/1947-mohunbagan-300x156.jpg" alt="1947-mohunbagan" width="300" height="156" /></p>
<p>De quebra, em 1951, o time foi vice-campeão da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Durand_Cup" >Durand Cup</a>, perdendo o título para o Hyderabad City Police. Agora, com todos os jogadores devidamente calçados.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-802  aligncenter" title="1951-mohunbagan" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/07/1951-mohunbagan-300x119.jpg" alt="1951-mohunbagan" width="300" height="119" /><em><sub><br />
O <a href="http://www.mohunbaganac.com/SEPT08/History/History-1950-1959.html" >Mohun Bagan de 1951</a>: Sailen Manna (capitão), Talimeron Ao, Ratan Sen,<br />
P. Baruah, Arun Dasgupta, Abdul Sattar, Rabi Das, Runu Guhathakurta,<br />
Babu, Robi Dey e Chanchal Banerje. Todos calçados.</sub></em></p>
<p>À primeira vista, não se pode dizer com segurança que a seleção da Índia ainda jogasse descalça nas eliminatórias para a Copa de 1950 – ainda que seja bastante provável que sim. Porém, é certo que não foi este o motivo que impediu a equipe de participar de sua primeira Copa do Mundo há exatos 60 anos.</p>
<p>Voltemos a falar do Mundial. Em 22 de maio de 1950, o sorteio das chaves colocou a Índia no Grupo C do torneio, ao lado de Itália, Suécia e Paraguai. No dia seguinte, o presidente da All India Football Federation, Moin-ul-Haq, chegou a Calcutá para se reunir com outros dirigentes da entidade. Mas após o encontro, a AIFF anunciou que os indianos não participariam da Copa, alegando dificuldades financeiras e pouco tempo de preparação para seus jogadores até as partidas, marcadas para junho.</p>
<p>A organização do torneio ainda tentou oferecer voos de ida e volta à delegação indiana até o Brasil, mas a oferta foi recusada. “Um cuidadoso estudo revela que, apesar das justificativas financeiras dadas, houve um certo descaso da AIFF na compreensão da importância de participar da Copa do Mundo, apesar da quitação de despesas por parte do comitê organizador”, conta Kaushik Bandyopadhyay, editor-assistente da revista científica <a href="http://www.tandf.co.uk/journals/titles/14660970.asp" ><em>Soccer and Society</em></a>, também em entrevista aos indianos da <em>Sports Illustrated</em>.</p>
<p>Desde então, o que se viu foi uma seleção indiana sem outra chance de voltar à Copa do Mundo. Nas <a href="http://www.rsssf.com/tables/54q.html" >eliminatórias para 1954</a>, a Fifa não aceitou a participação dos indianos, e a Ásia contou com apenas três concorrentes: Coreia do Sul (classificada), Japão e Taiwan (que desistiu de tentar a classificação). Entre 1958 e 1982, o time nem sequer se prontificou a tentar uma vaga; desde então, tem sido presa fácil nas eliminatórias.</p>
<p>E ao que tudo indica, os indianos seguem distantes de uma chance na Copa do Mundo – e a volta do torneio ao Brasil não indica ares favoráveis em uma direção mais positiva. “O futebol indiano estaria em um estágio diferente se tivéssemos feito aquela viagem”, analisa Sailen Manna à <em>Sports Illustrated</em>.</p>
<p><strong><em>Fotos e informações:</em></strong><em> <a href="http://in.yfittopostblog.com/2010/06/14/barefoot-in-bengal-and-other-stories/" >Yahoo! India &#8211; blog Fit to Post</a>, <a href="http://www.sepiamutiny.com/sepia/archives/006211.html" >Sepia Mutiny</a>, <a href="http://www.mohunbaganclub.com/abahomanMB.html" >Mohun Bagan</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/India_national_football_team" >Wikipedia</a> e RSSSF</em></p>
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		<title>A tragédia do Ellis Park</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 04:39:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[A Copa do Mundo transformou o torcedor de futebol em um amigo íntimo do Ellis Park. É fácil encontrar quem esteja disposto a contar que ele é a casa do Orlando Pirates, ou que ele foi palco da histórica final do Mundial de rugby de 1995. Porém, um dos fatos mais marcantes (e trágicos) da [...] <a href="http://www.tirolivre.com/?p=298">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Copa do Mundo transformou o torcedor de futebol em um amigo íntimo do <a href="http://pt.fifa.com/worldcup/organisation/ticketing/stadiums/stadium=5006468/index.html" >Ellis Park</a>. É fácil encontrar quem esteja disposto a contar que ele é a casa do <a href="http://www.orlandopiratesfc.com/" >Orlando Pirates</a>, ou que ele foi palco da histórica final do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=P0CYTbpjIP4" >Mundial de rugby de 1995</a>. Porém, um dos fatos mais marcantes (e trágicos) da história do esporte sul-africano teve como palco o mesmo Ellis Park – no caso, a morte de <a href="http://www.iol.co.za/html/features/ellis_park_disaster/index.php" >43 torcedores</a> durante uma partida de futebol.</p>
<p><span id="more-792"></span>Aconteceu no dia 11 de abril de 2001, um sábado. <a href="http://www.kaizerchiefs.com/" >Kaizer Chiefs</a> e Orlando Pirates jogavam pela <a href="http://www.rsssf.com/tablesz/zaf01.html" >29ª rodada da Premiership</a> (a primeira divisão da National Soccer League). Os dois times eram protagonistas da temporada, e o <a href="http://www.goal.com/en/news/1659/south-africa/2009/05/05/1247338/the-soweto-derby-pure-loud-passion" >Derby de Soweto</a> em questão seria decisivo para definir o campeão. Além disso, como lembrado no <a href="http://www.info.gov.za/view/DownloadFileAction?id=70241" >relatório final</a> da comissão formada para avaliar o caso, “os dois times têm as maiores torcidas da África do Sul, e são ambos sediados em Johanesburgo”. Desta forma, um clássico que já era carregado de rivalidade se desenhava ainda mais importante no momento.</p>
<p>A partida era decisiva, mas falhas se sucederam desde o início. Mesmo com 60 mil ingressos a disposição, cerca de 14 mil haviam sido vendidos até a sexta-feira, véspera do jogo – enquanto os clubes não costumavam vender entradas via agências terceirizadas para não perder um percentual dos lucros, os torcedores não tinham o hábito de comprá-las com antecedência (<a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/1273480.stm" >clique aqui</a>). Desta forma, era grande a quantidade de torcedores nos arredores do Ellis Park antes do jogo – segundo o próprio Kaizer Chiefs, mandante no clássico, seriam 80 mil, de todas as partes do país. “Os planos operacionais enfatizavam que a capacidade do estádio não seria excedida, e que um aviso de casa cheia seria divulgado às 15 horas”, conta o clube no relatório do desastre.</p>
<p>Ao que tudo indica, o estádio contava com 60 mil pessoas na hora da partida. Mesmo assim, dadas a diversas falhas operacionais, os números dão conta que até 120 mil torcedores estariam nas arquibancadas do Ellis Park durante o confronto entre Chiefs e Pirates. Fora do estádio, estariam cerca de 40 mil torcedores ávidos por entradas, cujas vendas já haviam se encerrado. Um telão seria utilizado para transmitir imagens do jogo para o lado de fora, mas seu uso foi cancelado por conta dos gastos elevados.</p>
<p>Dentro do estádio, o jogo começou às 20 horas (horário local), mas virou tragédia logo aos 33 minutos do primeiro tempo. Um suposto grito de gol de empate (1 a 1) fez com que a massa do lado de fora forçasse os portões para tentar acompanhar o que acontecia em campo. A partir daí, a cena descrita pelo relatório é assustadora.</p>
<p>“Está claro que, no momento em que o jogo começou, muitas pessoas já estavam feridas e/ou mortas. Eventualmente, operações de resgate foram iniciadas. Algumas das vítimas foram tiradas das arquibancadas e deitadas atrás de um dos gols com a partida ainda em progresso. Foi necessária a intervenção do presidente da PSL para paralisar o jogo por volta das 20h40. Vítimas eram mostradas no telão do estádio – um movimento sábio para que os espectadores pudessem entender porque o jogo estava sendo paralisado. Mais corpos e feridos foram trazidos para o campo. Os médicos e paramédicos então entraram em ação”, conta o documento.</p>
<p ><img class="size-full wp-image-795  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/ellis_park2.jpg" alt="ellis_park2" width="300" height="195" /></p>
<p>Nenhuma das vítimas levadas ao gramado sobreviveu. No total, foram 43 mortos e cerca de 250 feridos.</p>
<p>A tragédia causou grande comoção no país. “É fundamental que cada elemento desta tragédia seja observado, para que tomemos as medidas necessárias para garantir que este tipo de coisa jamais aconteça novamente”, <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/1272810.stm" >disse na época Thabo Mbeki</a>, então presidente do país. “Realmente espero que tenhamos um relatório final da comissão judicial em curto espaço de tempo”, concordou Ngconde Balfour, ministro dos esportes em vigência.</p>
<p>De fato, o relatório saiu após pouco mais de um ano – mais exatamente em 29 de agosto de 2002. Nele, a Justiça sul-africana apontou diversos erros no caso (Kaizer Chiefs e Ellis Park Stadium Management empurravam um para o outro a responsabilidade da segurança da partida) e na estrutura do futebol sul-africano em geral. O documento ganhou ares de “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Taylor_Report" >Relatório Taylor</a>” da África do Sul, exigindo melhores condições de segurança nos estádios do país – que nem sequer havia sido escolhido como sede da Copa do Mundo de 2010 na época.</p>
<p ><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-796" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/ellispark_iol1.jpg" alt="ellispark_iol1" width="220" height="159" /><br />
</strong></p>
<p>Curiosamente, os mesmos clubes já haviam protagonizado <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Orkney_Stadium_Disaster" >desastre semelhante</a> dez anos antes. Em 1991, Chiefs e Pirates disputaram um amistoso na cidade de Orkney, a 200 quilômetros de Johanesburgo. O estádio local, com capacidade para 23 mil torcedores, teria recebido 30 mil, sem que estivessem separados entre seus clubes. Em dado momento, o árbitro anulou um gol do Kaizer Chiefs, o que gerou protestos e brigas nas arquibancadas. No total, 42 pessoas morreram na ocasião.</p>
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		<title>Sarre: o Milagre de Berna passa por aqui</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 04:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emanuel Colombari</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[A breve história da Seleção do Sarre nas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 1954 <a href="http://www.tirolivre.com/?p=296">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabe: a Alemanha conquistou o primeiro de seus três títulos mundiais na <a href="http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2010/noticias/0,,OI4354431-EI14416,00-da+festa+nas+Eliminatorias+a+pancadaria+no+adeus.html" >Copa de 1954</a>, com a geração de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fritz_Walter" >Fritz Walter</a> derrotando a Hungria de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferenc_Pusk%C3%A1s" >Ferenc Puskas</a> na final – a história é base do <a href="http://www.imdb.com/title/tt0326429/" >belo filme</a> de Sönke Wortmann que dá nome a este post. No entanto, o que você talvez não saiba é que, para chegar lá, a então Alemanha Ocidental teve que passar pela <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Saarland_national_football_team" >seleção do Sarre</a>, justamente um dos 16 estados federados que compõem o país na atualidade.</p>
<p><span id="more-781"></span>Localizada no sudoeste alemão, a região do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarre" >Sarre</a> já foi ocupada por celtas, romanos, franconianos e franceses ao longo de sua história. No século XIX, após ser palco da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_franco-prussiana" >Guerra Franco-Prussiana</a>, o Sarre foi anexado ao Império Alemão. No entanto, em meio a tanta instabilidade política, o Sarre viveu breve e complexo período de independência, iniciado em 1918, logo após o término da I Guerra Mundial.</p>
<p>Rico em carvão mineral e bastante industrializado, o Sarre foi governado pela <a href="http://educacao.uol.com.br/historia/liga-das-nacoes.jhtm" >Liga das Nações</a> até a década de 30, o que o manteve fora do Terceiro Reich. Consequentemente, a região era considerada uma alternativa aos alemães contrários ao nazismo no início da II Guerra Mundial. Assim foi até o fim da guerra, quando o Sarre passou a ser governado pela França com o nome de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Saar_%28protectorate%29" >Protetorado de Sarre</a>. Isso durou até 1955, quando a população do Sarre votou contra a independência da região. Assim, o Sarre foi anexado em definitivo à Alemanha em 1° de janeiro de 1957.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-784  aligncenter" title="mapa_sarre" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/mapa_sarre-221x300.jpg" alt="mapa_sarre" width="221" height="300" /></p>
<p>A rigor, a história do Protetorado do Sarre começa em 1947 e termina em 1956. Neste intervalo, porém, houve tempo para que a região disputasse os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Saar_at_the_1952_Summer_Olympics" >Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque</a> e as <a href="http://www.rsssf.com/tables/54q.html" >Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1954</a>. Não com uma seleção nacional (ou <em>national mannschaft</em> em alemão), uma vez que a população não se via como uma nação independente, e sim, com um “selecionado” (ou <em>Auswahl</em>).</p>
<p>A origem da equipe dos <em>Saarländischer</em> data de 25 de julho de 1948, quando foi fundada a Saarländischer Fußballbund. A SFB era responsável pela organização do campeonato local (Ehrenliga, disputada por três temporadas entre 1948 e 1951) e pela composição da “seleção” local. Assim, em 22 de novembro de 1950, o Sarre ia pela primeira vez a campo como uma equipe, formada por 11 jogadores de três equipes locais: FC Saarbrücken, Borussia Neunkirchen e FC 1912 Ensdorf. Logo em seu primeiro jogo, diante do time B da Suíça, o Sarre venceu por 5 a 3, graças a dois gols de Herbert Martin, dois de Erich Leibenguth e um de Karl Berg.</p>
<p>Foi também em 1950 que o Sarre foi aceito no quadro da Fifa. Inscrito para as Eliminatórias da Copa de 1954, o time foi alertado de que poderia enfrentar a Alemanha Ocidental na briga por uma vaga no Mundial que seria disputado na Suíça. Foi o que aconteceu.</p>
<p>Até a estreia nas Eliminatórias, o Sarre disputou seis jogos, com três vitórias (5 a 3 sobre Suíça B, 3 a 2 sobre Áustria B e 5 a 2 sobre Suíça B) e três derrotas (4 a 1 para a Áustria B, 1 a 0 para a França B e 3 a 1 para a mesma França B). Com este retrospecto, o time estreou em sua chave no qualificatório europeu, enfrentando a Noruega fora de casa. Resultado: uma surpreendente vitória por 3 a 2, com gols de Herbert Binkert, Werner Otto e Gerhard Siedl.</p>
<p>Como a Noruega empatou o segundo jogo da chave com a Alemanha Ocidental por 1 a 1, o Sarre chegou a liderar a zona de classificação por alguns meses – mais exatamente entre agosto e outubro de 1953. Porém, perdeu para a Alemanha por 3 a 0 em Stuttgart e deixou a primeira colocação da chave escapar.</p>
<p>Um empate com a Noruega em Saarbrücken em novembro deixou o Sarre, comandado pelo técnico <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Helmut_Sch%C3%B6n" >Helmut Schoen</a>, empatado com os alemães na liderança da chave (três pontos em quatro jogos cada). Porém, duas vitórias nos dois últimos jogos colocaram os alemães na Copa do Mundo – 5 a 1 sobre a Noruega em Hamburgo e 3 a 1 sobre o Sarre em Saarbrücken.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-785  aligncenter" title="sarre-2" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/sarre-2-300x180.jpg" alt="sarre-2" width="300" height="180" /><br />
<sub><em>Max Morlock marca o segundo dos três gols da Alemanha<br />
sobre Sarre; era o fim do sonho sarrês de ir à Copa do Mundo</em></sub></p>
<p>Fora do Mundial, o Sarre ainda disputou em casa um amistoso preparatório contra o então campeão Uruguai antes do Mundial de 1954 (derrota por 7 a 1). Após a Copa do Mundo e do título da Alemanha Ocidental, o Sarre disputou outras oito partidas em sua história, sempre comandado por Helmut Schoen. Porém, sem a mesma motivação e com sua anexação à própria Alemanha Ocidental já encaminhada, a equipe conseguiu apenas uma vitória (7 a 5 sobre a França B, em outubro de 1955), dois empates e cinco derrotas.</p>
<p ><img class="aligncenter size-medium wp-image-786" title="sarre-color11" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/sarre-color11-300x180.jpg" alt="sarre-color11" width="300" height="180" /><br />
<em><sub>Sarre antes do primeiro jogo contra a Noruega em 1953. Em pé: Waldemar Philippi,<br />
Werner Otto, Peter Momber, Karl Schirra, Herbert Martin, Herbert Binkert e<br />
Kurt Clemens. Agachados: Albert Keck, Theodor Puff, Erwin Strempel e Gerhard Siedl</sub></em></p>
<p>A partir de 1957, a SFB deixou de ser membro da Fifa e passou a integrar a DFB como uma federação regional, agora batizada de Saarländischer Fußballverband. Mesmo assim, o futebol do Sarre deixou um importante legado para o futebol alemão. Além de Helmut Schoen, campeão mundial com a Alemanha Ocidental em 1974, o futebol da região ainda contou com Hermann Neuberger, fundador da Bundesliga, organizador do Mundial de 1974 e presidente da DFB entre 1975 e 1992.</p>
<p><em><strong>Informações e fotos:</strong> Wikipedia, <a href="http://www.rsssf.com/tabless/saar-intres.html" >RSSSF</a>, <a href="http://www.la-redo.net/selecciones-que-ya-no-existen-hoy-sarre-2412/" >La Redó!</a> e <a title="Recomendadíssimo!" href="http://www.wsc.co.uk/content/view/4367/29/" >When Saturday Comes</a></em></p>
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		<title>Grandes azarões da Copa: Coreia do Norte</title>
		<link>http://www.tirolivre.com/?p=295</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 04:27:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Autor Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Matheus Trunk
Disputar uma primeira fase de Copa do Mundo contra Brasil, Portugal e Costa do Marfim não é tarefa fácil para nenhuma seleção. Ainda mais para Coreia do Norte, que ficou 44 anos sem disputar a competição.
Em 1966, os norte-coreanos fizeram história na Copa da Inglaterra. O selecionado de Pyongyang venceu a Itália e conseguiu [...] <a href="http://www.tirolivre.com/?p=295">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span >Matheus Trunk</span></p>
<p>Disputar uma primeira fase de Copa do Mundo contra Brasil, Portugal e Costa do Marfim não é tarefa fácil para nenhuma seleção. Ainda mais para Coreia do Norte, que ficou 44 anos sem disputar a competição.</p>
<p><span id="more-770"></span>Em <a href="http://www.rsssf.com/tables/66full.html" >1966</a>, os norte-coreanos fizeram história na Copa da Inglaterra. O selecionado de Pyongyang <a href="http://www.youtube.com/watch?v=isSIiIu_mS8" >venceu a Itália</a> e conseguiu se classificar para a segunda fase. A eliminação dos asiáticos viria no jogo de quartas-de-final contra Portugal do craque Eusébio. Os lusitanos venceram por <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GhqDT6RKcFE&amp;feature=related" >5 a 3</a>.</p>
<p>O craque da Coreia naquele mundial foi o meia <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pak_Doo-Ik" >Pak Doo Ik</a>. Membro do exército norte-coreano, após a Copa ele chegou a ser promovido a sargento. A trajetória da seleção local em 66 foi abordada pelo interessante documentário <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fZcARgTqADU" >The Game Of Their Lives</a>, do cineasta inglês Daniel Gordon.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-772  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/noir-300x200.jpg" alt="noir" width="300" height="200" /><em><br />
Time da Coreia do Norte fez história em 1966</em></p>
<p>As publicações estrangeiras apontam o atual time norte-coreano como a grande zebra da Copa da África. Nas <a href="http://www.rsssf.com/tables/2010q.html#asi" >Eliminatórias</a>, o treinador Kim Jong-Hun armou uma forte retranca que surpreendeu os adversários. O time perdeu somente dois jogos em oito disputados.</p>
<p>O grande destaque da seleção local é o atacante <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jong_Tae-Se" >Jong Tae-Se</a>, que é conhecido como “Rooney da Ásia” e atua no Kawasaki Frontale do Japão. O meia An Yong Hak (Omiya Ardija-JAP) e o atacante Hong Yong Jo (Rostov-RUS) são os outros jogadores do elenco que atuam fora da Coreia.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-774  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/korea1-300x225.jpg" alt="korea1" width="300" height="225" /><em><br />
Após 44 anos, Coreia volta a disputar uma Copa</em></p>
<p>A Coreia do Norte é um dos poucos países do mundo que permanece socialista. O ditador Kim Jong-il afirmou que somente irá permitir a exibição dos jogos na televisão no dia seguinte, caso o time ganhe.</p>
<p>Em 5 de novembro de 2009, os norte-coreanos fizeram um amistoso contra o Atlético Sorocaba, clube da série A-2 do futebol paulista. A <a href="http://www.youtube.com/watch?v=w85I2A_EZ84" >partida</a> foi realizada no estádio Kim II-Sung, em Pyongyang, capital do país. O <strong>Última Divisão</strong> conversou com Edu Marangon, técnico do Atlético Sorocaba naquele jogo. Confira os melhores trechos da entrevista:<br />
<strong><br />
Última Divisão: Qual é a principal característica do time da Coreia do Norte?<br />
Edu Marangon:</strong> Eles se baseiam no estilo oriental de jogo. Isso quer dizer que a Coreia procura impor ao adversário uma marcação muito forte. Dessa maneira, eles conseguem desenvolver um ataque de muita velocidade.</p>
<p><strong>UD: Como foi o jogo do Atlético contra a Coreia? Como era o estádio local?<br />
EM:</strong> O estádio da capital norte-coreana tem capacidade para 70 mil pessoas e estava completamente lotado. Ainda restaram quase 30 mil pessoas nas ruas, fora do estádio. Um detalhe era que a grama utilizada era sintética. Isso acabou dificultando um pouco a adaptação da nossa equipe ao campo deles.</p>
<p><strong>UD: Durante a estadia na Coreia, vocês perceberam como o país é fechado politicamente?<br />
EM:</strong> Sim. A Coreia do Norte possui um regime político bastante fechado. Durante os cinco dias que ficamos no país, todos os membros da nossa delegação foram vigiados por agentes do governo local.</p>
<p><strong>UD: As publicações internacionais dizem que o time asiático não irá muito longe nas Eliminatórias. Você também acredita nisso?<br />
EM:</strong> Aprendi que o futebol é um esporte que sempre apresenta novidades. Mas não acredito que a Coreia siga em frente por dois motivos: as limitações técnicas da equipe e a falta de experiência do elenco. Essas são duas grandes desvantagens que irão dificultar bastante o avanço deles para a próxima fase da Copa.</p>
<p><strong>UD: Você acha que o Brasil terá dificuldades em passar pelo time norte-coreano?<br />
EM:</strong> Não. A diferença técnica entre as duas seleções é muito grande. A qualidade técnica do jogador brasileiro sempre faz a diferença.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-776  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/033348175-ex00-300x225.jpg" alt="033348175-ex00" width="300" height="225" /><em><br />
Aconteceu mesmo!</em></p>
<p><strong>Filiação a Fifa:</strong> 1958<br />
<strong>Posição no Ranking da Fifa:</strong> 106º<br />
<strong>Principais equipes locais:</strong> Amrokgang, April 25, Pyongyang City, Rimyongsul e Wolmedo<br />
<strong>Grande craque atual:</strong> Jong Tae-Se (Kawasaki Frontale-JAP)</p>
<p><em><strong>Matheus Trunk</strong> é pesquisador, jornalista e palmeirense; edita também a <a href="http://www.revistazingu.net/" >Revista Zingu!</a>, especializada em cinema.</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Africanos fazem história</title>
		<link>http://www.tirolivre.com/?p=293</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 15:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan Brito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[As histórias que as seleções africanas já proporcionaram em todas  Copas do Mundo até hoje <a href="http://www.tirolivre.com/?p=293">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p >Todos sabem que a Copa do Mundo de 2010 será a primeira disputada na África. O que poucos devem saber é que isso não significa o início de participações marcantes dos países desse continente.</p>
<p >Muito pelo contrário: várias seleções de lá já fizeram história em mundiais anteriores. Nem sempre por um bom futebol demonstrado, é verdade. Afinal, uma equipe africana jamais alcançou sequer uma semifinal. Tanto faz. <strong>As histórias que elas proporcionaram em Copas são bem mais interessantes. Relembre&#8230;</strong></p>
<p ><strong></strong><span id="more-757"></span></p>
<p ><strong><span >Copa do Mundo de 1934 (Itália)</span><br />
Seleção africana participante: </strong><span >Egito</span></p>
<p >O Egito foi a primeira seleção que representou a África em uma Copa do Mundo de futebol. Nos gramados da Itália, a participação foi rápida, pois o país disputou apenas um jogo, contra a Hungria, e saiu derrotado por 4 a 2.</p>
<p >A grande curiosidade dessa estreia ficou por conta da única partida eliminatória que os egípcios precisaram disputar para garantir a vaga na Copa. Eles enfrentaram o que seria uma seleção da Palestina. &#8220;Seria&#8221; porque o Estado de Israel ainda não tinha sido criado. Mas as brigas entre judeus e árabes já começava a ser cada vez mais acirrada.</p>
<p >E isso se refletiu no futebol: essa suposta seleção palestina de 1934 foi representada apenas por atletas judeus e perdeu vergonhosamente por 7 a 1 para o Egito, que, dessa forma, foi representar a África na Copa da Itália.</p>
<p ><strong><span >Copa do Mundo de 1970 (México)</span><br />
Seleção africana participante: </strong><span >Marrocos</span></p>
<p >Após ter desistido de participar da Copa do Mundo de 1966, Marrocos bateu Tunisia, Nigéria e Sudão para finalmente fazer sua estreia em Copas. E não fez feio, pois conquistou o primeiro ponto africano nessa competição.</p>
<p >Mas não foi esse o jogo mais marcante daquela seleção no México. Contra a Alemanha, ela vendeu caro a derrota e impôs grandes dificuldades. Tudo isso graças a um personagem que ficou marcado na história do futebol africano: o goleiro Allal Ben Kassou, que conseguiu fazer uma atuação brilhante e até defendeu um pênalti cobrado por Gerd Müller, o segundo maior artilheiro da história das Copas. Uma zebra africana em um Mundial de futebol começava a se desenhar&#8230;</p>
<p >
<p>
<div id="attachment_758" class="wp-caption aligncenter" ><img class="size-medium wp-image-758 " src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/kassou-300x162.jpg" alt="Kassou" width="300" height="162" />
<p class="wp-caption-text">Kassou em defesa excepcional após cobrança de Müller</p>
</div>
<p ><strong><span >Copa do Mundo de 1974 (Alemanha)</span><br />
Seleção africana participante: </strong><span >Zaire</span></p>
<p >Atualmente denominado de República Democrática do Congo, o Zaire foi a primeira seleção da África negra a participar de uma Copa. É a única disputada pelo país até hoje, mas foi o suficiente para acumular histórias verdadeiramente incríveis.</p>
<p >O primeiro jogo foi contra a Escócia e terminou com uma derrota normal por 2 a 0. A partir daí, começaram os fatos inusitados. Contra a Iugoslávia, o goleiro Kazadi já tinha sofrido dois gols em 20 minutos e ficou revoltado. Pediu para ser substituído, já que mal tinha tocado na bola até então. Foi então que o reserva, Tubilandu, entrou em campo e sofreu mais sete tentos. Resultado: uma das maiores goleadas da história das Copas até hoje, com 9 a 0 no placar.</p>
<p >É claro que isso não aconteceu só por causa da troca de goleiros. O hilário Mwepu Ilunga chutou a perna do árbitro do jogo, o colombiano Omar Delgado, que se atrapalhou com a confusão e resolveu expulsar erroneamente outro jogador, Ndaye. O verdadeiro agressor ainda tentou assumir a culpa, mas o juiz não quis saber de papo e manteve sua decisão, que, de qualquer forma, atrapalhou os planos do Zaire.</p>
<p >O jogo seguinte foi contra ninguém menos do que a seleção brasileira. Quando o jogo já estava 2 a 0 para o time canarinho, foi marcada uma falta para Rivelino, exímio chutador, cobrar. O lance assustou os jogadores do Zaire, que tinham sido ameaçados: perderiam toda uma premiação já entregue caso fossem derrotados por mais de três gols contra o Brasil.</p>
<p >Com essa pressão, Mwepu Ilunga, mais uma vez ele, proporcionou ao mundo uma das cenas mais bizarras das Copas: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1PROehLAY88" >antes de Rivelino correr para a cobrança, Ilunga saiu da barreira e chutou a bola para longe, em total desespero</a>. O árbitro romeno Nicolae Rainea deu um cartão amarelo para o jogador.</p>
<p >&#8220;A maioria dos jogadores do Brasil e os torcedores nas arquibancadas pensaram que aquilo tudo foi hilário, coisa de amador. Eu só consegui gritar &#8216;Seus malditos!&#8217; para todos eles, porque ninguém ali sabia a pressão que nós estávamos vivendo&#8221;, comentou Ilunga recentemente em uma entrevista para a revista<em> FourFourTwo</em>.</p>
<p >Após esses vexames, o time do Zaire voltou para seu país e as desgraças só aumentaram. Casas e automóveis, entregues pelo governo aos atletas como prêmio após a classificação para a Copa, foram confiscados. Ilunga virou camelô para sobreviver, assim como vários outros jogadores da época, que vivem até hoje como marginais e ficaram marcados como responsáveis pela decadência do futebol africano como um todo.</p>
<p >
<p>
<div id="attachment_759" class="wp-caption aligncenter" ><img class="size-medium wp-image-759" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/lenda-300x187.jpg" alt="A lenda Mwepu Ilunga virou até tema de camiseta" width="300" height="187" />
<p class="wp-caption-text">A lenda Mwepu Ilunga virou até tema de camiseta</p>
</div>
<p ><span ><strong>Copa do Mundo de 1978 (Argentina)</strong></span><br />
<strong>Seleção africana participante: </strong><span >Tunísia</span></p>
<p >Após o fiaco africano na Copa de 1974, a Tunísia conseguiu se classificar como representante do continente e não desistiu de participar, como tinha feito em 1966. Ótima decisão, já que os tunisianos conseguiram a primeira vitória de uma seleção da África.</p>
<p >Mas não foi fácil fazer com que isso fosse possível. Meses antes da Copa do Mundo, o goleiro tunisiano Attouga Sadouk armou uma confusão contra a Nigéria e seus companheiros resolveram abandonar o campo. A partida era válida pela Copa Africana de Nações e rendeu uma suspensão inicial de dois anos para os envolvidos. Após dez dias, a Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) chegou à conclusão que não teria como indicar outra equipe para viajar à Argentina e adiou a punição. Dessa forma, a Tunísia se empolgou e foi em busca do primeiro grande feito africano dentro de campo.</p>
<p >Essa glória aconteceu contra o México, com gols de Kaabi, Ghommidh e Dhouib e uma grande atuação de Tarak Dhiab. Com o resultado de 3 a 1 logo no primeiro jogo, a Tunísia chegou a assumir a liderança do seu grupo, mesmo que por pouco tempo. Polônia e Alemanha Ocidental, que empataram na primeira rodada, posteriormente se recuperaram e garantiram suas respectivas classificações. Os tunisianos foram eliminados apenas por uma diferença no saldo de gols.</p>
<p >O que não diminuiu a importância do feito: com a vitória, a África conquistou o direito de ter mais uma seleção participante na Copa seguinte, na Espanha, em 1982. Contudo, não foi a Tunísia que aproveitou esse benefício, já que a seleção foi punida por dois anos e só voltou a disputar um Mundial em 1998.</p>
<p ><span ><strong>Copa do Mundo de 1982 (Espanha)</strong></span><br />
<strong>Seleções africanas participantes: </strong><span >Argélia, Camarões</span></p>
<p >Se a Tunísia foi a primeira a vencer em uma Copa, ficou para a Argélia a missão de protagonizar a primeira surpresa africana na competição. A zebra aconteceu contra a Alemanha Ocidental, com uma vitória quase inacreditável por 2 a 1. Paul Breitner, Horst Hrubesch e Karl-Heinz Rummenigge, lendas alemãs, não conseguiram parar Rabah Madjer, Lakhdar Belloumi e Ali Fergani, os destaques argelinos em 1982.</p>
<p >A vergonha só veio depois e não foi por culpa da seleção africana: os germânicos enfrentaram a seleção da Áustria na última rodada precisando de uma vitória para se classificar no lugar da Argélia. Em campo, Fischer, da Alemanha, fez 1 a 0 e, a partir daí, as esquipes não quiseram mais saber de jogo. Foram apenas toques para o lado no meio-campo e muita vaia da torcida espanhola.</p>
<p >Com isso, a Fifa decidiu que os jogos da última rodada teriam que acontecer simultaneamente. Anos depois, o ex-zagueiro Hans-Peter Briegel admitiu que houve uma armação na partida.</p>
<p ><strong><span >Copa do Mundo FIFA de 1986 (México)</span><br />
Seleções africanas participantes: </strong><span >Marrocos, Argélia</span></p>
<p >A evolução africana foi constante: em 1978, veio a primeira vitória. Em 1982, a primeira zebra e a quase classificação para a segunda fase. Em 1986, não houve armação que pudesse tirar a seleção de Marrocos ainda na primeira etapa.</p>
<p >Não era um grupo fácil: Inglaterra, Polônia e Portugal já tinham mais tradição em Copas e eram favoritos na disputa por duas vagas. No entanto, sob o comando do técnico brasileiro Mehdi José Faria, e com o talento de Bouderbala, os marroquinos surpreenderam e foram para as oitavas de final no Mundial do México.</p>
<p >O jogo seguinte foi contra a Alemanha, que só foi decidido nos minutos finais, com um gol do lendário Lothar Matthäus, em cobrança de falta. Marrocos não vendeu fácil a derrota e deu início a uma sequência de boas participações africanas.</p>
<p ><strong><span >Copa do Mundo de 1990 (Itália)</span><br />
Seleções africanas participantes:</strong> <span >Egito, Camarões</span></p>
<p >O camaronense Roger Milla, com 38 anos, foi o grande personagem dessa Copa do Mundo. O que pouca gente sabe é que por pouco ele não ficou de fora do Mundial na Itália, já que estava quase aposentado, jogando futebol na Ilha de Reunião, pelo JS Saint-Perroise. Ele só foi levado porque era amigo do presidente camaronês na época, Paul Biya, que resolveu interferir na convocação.</p>
<p >Camarões não teve uma estreia fácil: o primeiro jogo foi contra a última campeã do mundo, a Argentina. Foi então que aconteceu uma das maiores zebras da história da Copa, com o gol de Omam-Biyik e a vitória africana por 1 a 0. Depois, veio outra vitória e também uma derrota, mas a vaga para a fase seguinte foi assegurada.</p>
<p >Contra a Colômbia, nas oitavas de final, Milla roubou uma bola do folclórico goleiro Higuita e fez um dos seus 2 gols no jogo. Como se o tento não bastasse, também veio a comemoração, ainda mais inesquecível. Imitando a dança que o brasileiro Careca tinha feito na própria Copa de 1990, Milla foi até a bandeirinha e repetiu os mesmo gestos, com ainda mais alegria e rebolado. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WOPwKXVxBmc&amp;feature=related" >O camaronês entrou para a história a ponto de, recentemente, a Coca-Cola ter feito uma propaganda em sua homenagem</a>. De acordo com a  publicidade da empresa de refrigerantes, foi ele quem influenciou a grande variedade de comemorações que hojem podem ser vistas ao redor do mundo. Será que Neymar, André e Paulo Henrique Ganso sabem disso?</p>
<p >Depois da vitória por 2 a 1 contra a Colômbia, veio a eliminação de Camarões em um jogo sensacional, cheio de viradas, decidido apenas na prorrogação, contra a Inglaterra. O placar final marcou 3 a 2 para os ingleses, mas os camaronenses saíram da Itália deixando um grande legado. Mais tarde, Milla confirmou que a sua dança foi uma homenagem aos brasileiros, pois ele tinha visto <a href="http://www.futbolizlesek.com/video/1772/Carecaya-guvenlik" >a lambada de Careca</a> e admirava a alegria do futebol brasileiro. Lembrou também das excursões do Santos de Pelé pelo continente nos anos 60.</p>
<p ><strong><span >Copa do Mundo de 1994 (Estados Unidos)</span><br />
Seleções africanas participantes:</strong> <span >Camarões, Nigéria, Marrocos</span></p>
<p >A Copa do Mundo de 1990 apresentou Roger Milla ao mundo. A de 1994 fez com que ele entrasse de vez para a história. Aos 42 anos, ele tornou-se o mais velho atleta a disputar um Mundial de futebol, recorde que antes pertencia ao norte-irlandês Pat Jennings. E não ficou só nisso: no mesmo jogo em que atingiu essa marca, o camaronês ainda fez um gol.</p>
<p >Pena que não houve tanto motivo para mais lambadas ou comemorarções do tipo. O tento de Milla foi apenas um detalhe na goleada sofrida por Camarões contra a Rússia, em show de Oleg Salenko, que balançou as redes 5 vezes. A seleção africana passava por dificuldades financeiras na época, a participaçãona Copa foi realmente ruim e o goleiro Joseph-Antoine Bell foi apontado como o grande culpado por isso. Depois da Copa, sua casa foi incendiada por torcedores revoltados.</p>
<p >
<p>
<div id="attachment_768" class="wp-caption aligncenter" ><img class="size-medium wp-image-768" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/yekini-300x250.jpg" alt="Reshidi Yekini se emociona ao marcar o primeiro gol da Nigéria em Copas do Mundo" width="300" height="250" />
<p class="wp-caption-text">Reshidi Yekini se emociona ao marcar o primeiro gol da Nigéria em Copas do Mundo</p>
</div>
<p >Dessa vez quem surpreendeu foi a seleção da Nigéria, que apresentou um futebol ofensivo em sua primeira participação em uma Copa do Mundo. Três fatos marcaram aquele seleção: o choro de Rashidi Yekini<em> </em>, agarrado a rede, após o primeiro gol nigeriano na competição; a derrota para a Argentina, já que depois foi constatado que Maradonou jogou dopado; e a eliminação nas oitavas de final, contra a Itália, em um jogo que só foi decidido com um pênalti anotado por Baggio já na prorrogação. Sim, o mesmo Baggio que errou outra penalidade na final da mesma Copa, contra o Brasil.</p>
<p ><strong><span >Copa do Mundo de 1998 (França)</span><br />
Seleções africanas participantes:</strong> <span >Marrocos, Camarões, África do Sul, Nigéria, Tunísia</span></p>
<p >Mais uma vez a Nigéria fez parte de um momento marcante em uma Copa: o atacante Nwankwo Kanu (o carrasco do Brasil nas Olimpíadas de 1996) foi extremamente aplaudido até pelo time adversário ao entrar em campo durante a partida entre sua seleção e a Bulgária. Isso porque, aproximadamente dois anos antes, o nigeriano foi operado no coração, ficou cerca de um ano sem jogar e teve sua volta ao futebol colocada em dúvida. Não foi fácil, mas ele deu a volta por cima e mereceu os aplausos na Copa da França.</p>
<p >Outro africano que pode se orgulhar de sua participação nesse Mundial é o marroquino Said Belqola. Ele apitou a final entre Brasil e França e se tornou o primeiro juiz de seu continente a participar de um jogo tão importante.</p>
<p ><strong><span >Copa do Mundo de 2002 (Coreia do Sul e Japão)</span><br />
Seleções africanas participantes: </strong><span >Senegal, Camarões, África do Sul, Nigéria, Tunísia</span></p>
<p >Essa Copa poderia ter sido uma grande vexame para a África, mas Senegal salvou seu continente. Vice-campeã continental em 2002, a seleção estreou de forma estrondosa e surpreendeu o mundo desde primeiro jogo da Copa. Contra a França, a atual campeã,  predominou a festa legitimamente africana: Papa Bouba Diop marcou o único gol do jogo, tirou a camisa e os jogadores fizeram uma dança típica e curiosa para celebrar a zebra incrível que se desenhava ali.</p>
<p >Estreantes, os senegaleses foram ainda mais longe: conseguiram a classificação para as oitavas de final, em que enfrentaram a Suécia e venceram por 2 a 1, na prorrogação. A equipe só foi eliminada por outra seleção surpreendente, a Turquia, em um dos jogos mais alternativos da história das Copas.</p>
<p ><strong><span >Copa do Mundo de 2006</span><br />
Seleções africanas participantes: </strong><span >Costa do Marfim, Angola, Gana, Togo, Tunísia</span></p>
<p >Em 2006, fora a Tunísia, todas as seleções africanas eram estreantes em Copas do Mundo. Com essa inexperiência, nenhuma conseguiu um resultado marcante, mas tudo poderia ter acontecido de uma forma melhor para Gana, não fosse por uma armação de resultados. Pelo menos é o que garante o jornalista canadense Declan Hill.</p>
<p >Em entrevista à revista alemã <em>Der Spiegel,</em> ele revelou o conteúdo de um livro no qual ele denuncia uma fraude no jogo entre Brasil e Gana, pelas oitavas de final. Hill disse ter provas do relacionamento entre o ex-jogador ganês Abukari Damba e um mafioso tailandês ligado a apostas ilegais. Este desejava a vitória do Brasil por, no mínimo, dois gols de diferença.</p>
<p >O resultado da partida foi de 3 a 0, inclusive com um gol de Ronaldo, que ali se tornou o maior artilheiro da história das Copas. Outra marca alcançada pela seleção brasileira foi o recorde de maior número de vitórias consecutivas no competição, com onze jogos desde 2002.</p>
<p ><strong>Copa do Mundo de 2010<br />
Seleções africanas participantes: </strong><span >África do Sul, Nigéria, Gana, Costa do Marfim, Camarões e Argélia</span></p>
<p >Será a Copa com o número recorde de representantes da África. E agora, que histórias essa seleções proporcionarão? Nenhuma está realmente bem, mas, com o apoio da torcida, será que alguma vai surpreender?</p>
<p >A única certeza é que elas não passarão em branco. Mais uma vez.</p>
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		<title>Grandes azarões da Copa: Honduras</title>
		<link>http://www.tirolivre.com/?p=292</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 03:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Autor Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Matheus Trunk
A América Central não é um continente com grande tradição no futebol. Até hoje, a Costa Rica é a única seleção da região a se classificar para a segunda fase da Copa. Isso aconteceu em 1990, quando a seleção local era dirigida pelo mitológico treinador Bora Milutinovic. Em 2010, as chances do continente estão [...] <a href="http://www.tirolivre.com/?p=292">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span >Matheus Trunk</span></p>
<p>A América Central não é um continente com grande tradição no futebol. Até hoje, a Costa Rica é a única seleção da região a se classificar para a segunda fase da Copa. Isso aconteceu em <a href="http://www.rsssf.com/tables/90full.html" >1990</a>, quando a seleção local era dirigida pelo mitológico treinador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bora_Milutinovi%C4%87" >Bora Milutinovic</a>. Em 2010, as chances do continente estão depositadas na seleção de Honduras, que disputa o torneio pela segunda vez.</p>
<p><span id="more-747"></span>Diferentemente da <a href="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/?p=709" >Nova Zelândia</a>, Honduras não tem grandes vexames em Copas do Mundo. O brioso time hondurenho teve um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iVnMdnl4za0" >bom desempenho</a> em <a href="http://www.rsssf.com/tables/82full.html" >1982</a>, quando quase se classificou para a segunda fase do torneio. Após empates com a Espanha e Irlanda do Norte, a seleção hondurenha precisava de um bom resultado diante da Iugoslávia.</p>
<p>Liderados pelo craque <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ram%C3%B3n_Maradiaga" >Ramón Maradiaga</a>, Honduras segurou o 0 a 0 até os 42 minutos do segundo tempo. No finalzinho da partida, a zaga hondurenha acabou cometendo um pênalti infantil. O gol iugoslavo eliminou o sonho do país se classificar para a segunda fase da Copa do Mundo. No final da partida, todo o time chorou em campo.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-752  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/honduras-82-300x177.jpg" alt="honduras-82" width="300" height="177" /><br />
<em>Time de 82 quase se classificou para a segunda fase</em></p>
<p>Em 2001, a seleção hondurenha conseguiu uma proeza histórica: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9jd93GL1nRs" >eliminou o Brasil nas quartas-de-final da Copa América</a>. No ano passado, o time do técnico Reinaldo Rueda surpreendeu novamente e conseguiu a última vaga da <a href="http://www.rsssf.com/tables/2010q.html#nca" >Concacaf</a>.</p>
<p>Indiscutivelmente, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/David_Suazo" >David Suazo</a> é o grande nome do time. Revelado pelo <a href="http://www.clubolimpia.com/" >Olimpia</a> local, o atacante iniciou sua carreira internacional no Cagliari, da Itália, em 1999. Seus gols e seu bom desempenho o fizeram ganhar o prêmio de melhor jogador estrangeiro no país em 2006 e receber o apelido de “A Pantera”. Seu passe pertence à Internazionale de Milão, mas ele está emprestado para o Genoa.</p>
<p>Aos 36 anos, o atacante <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carlos_Pav%C3%B3n" >Carlos Pavón</a> é um jogador venerado pelos torcedores hondurenhos. O veterano é o maior artilheiro de todos os tempos da seleção. Pavón teve passagens por diversas equipes do futebol mexicano e por times europeus como Udinese e Napoli. Atualmente, ele defende o <a href="http://www.realcdespana.com/" >Real España</a> local.</p>
<p>A seleção centro-americana terá que passar por uma chave com adversários duros como Espanha, Suíça e Chile. Os hondurenhos esperam surpreender mais uma vez nesta Copa.</p>
<p ><img class="aligncenter size-medium wp-image-753" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/06/honduras-2010-300x221.jpg" alt="honduras-2010" width="300" height="221" /><br />
<em>Em 2010, os hondurenhos buscam surpreender mais uma vez</em></p>
<p><strong>Filiação a Fifa: </strong>1951<br />
<strong>Posição no Ranking da Fifa: </strong>40º<strong><br />
Principais equipes locais: </strong>Motagua, Marathon, Platense e Real España<strong><br />
Grande craque atual: </strong>David Suazo (Genoa-ITA)</p>
<p><em><strong>Matheus Trunk</strong> é pesquisador, jornalista e palmeirense; edita também a <a href="http://www.revistazingu.net/" >Revista Zingu!</a>, especializada em cinema.</em></p>
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		<title>Terry, o encrenqueiro da Inglaterra</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 03:27:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[John Terry, o zagueiro-problema do Chelsea e da seleção da Inglaterra <a href="http://www.tirolivre.com/?p=291">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p ><img class="size-medium wp-image-733  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/johnterry_1412979c-300x187.jpg" alt="johnterry_1412979c" width="300" height="187" /></p>
<p>John Terry é um zagueiro que alia diversas qualidades. Rápido, forte, inteligente e até com algum refinamento, não demorou para que o jogador se transformasse no capitão da seleção inglesa. No entanto, mesmo com tantos predicados, Terry tem uma carreira marcada pela polêmica e pelos acontecimentos extracampo, que vão desde o pênalti perdido em uma final de Liga dos Campeões da Europa e se estendem até mesmo ao envolvimento de seu pai com o tráfico de drogas.</p>
<p><span id="more-727"></span>Terry começou a carreira no West Ham, mas foi para o Chelsea ainda durante as categorias de base. Profissionalmente, ele estreou em 1998, passando por empréstimo pelo Nottingham Forest em 2000. Desde então, construiu uma carreira sólida, recusando uma oferta do Huddersfield (então na segunda divisão) e retornando a Chelsea no ano seguinte. A partir daí, assumiu a braçadeira de capitão do time, conquistou três vezes o título do Campeonato Inglês e se envolveu em várias confusões, dentro e fora de campo.</p>
<p>O começo de carreira de Terry, por sinal, já o mostrava como um nome próspero para o noticiário. Quando recebeu a oferta de 750 mil libras pelo quarto zagueiro em 2000, o Chelsea não hesitou em aceitar, e o negócio só não saiu porque Terry bateu o pé.</p>
<p>Na ocasião, Terry era jogador da seleção sub-21 de seu país, o que não impediu que ele se envolvesse em dois problemas nos anos seguintes que poderiam complicar – e muito – sua carreira. Em setembro de 2001, menos de duas semanas após os ataques terroristas em Nova York, Terry e alguns companheiros de Chelsea (entre eles, Frank Lampard e Eidur Gudjohnsen) provocaram turistas americanos no Aeroporto de Heathrow, em Londres. Bêbados, os jogadores <a href="http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/football/eng_prem/1558855.stm" >xingaram os visitantes, dançaram e tiraram a roupa no local</a>. Resultado: uma multa de 130 mil libras imposta por sua equipe.</p>
<p>No ano seguinte, o jogador protagonizou uma <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/2205505.stm" >briga de bar em Londres</a>, ao lado de Jody Morris (então jogador do Chelsea) e Des Byrne (ex-atleta do Wimbledon). Passou a noite na delegacia e foi acusado de agressão &#8211; acabou inocentado, mas ganhou uma <a href="http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/football/teams/c/chelsea/1768694.stm" >suspensão temporária</a> das seleções inglesas, profissional e sub-21.</p>
<p ><img class="size-full wp-image-737  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/_38212203_terry300.jpg" alt="_38212203_terry300" width="300" height="180" /><em><sub><br />
Terry em 2002: visitas ao tribunal eram constantes</sub></em></p>
<p>No entanto, as características técnicas de Terry foram dando a ele espaço no Chelsea, com técnicos como Claudio Ranieri e José Mourinho, e na seleção inglesa, na qual estreou em 2003 pela equipe principal. Em 2005, quando ele já compunha a zaga do time londrino com Ricardo Carvalho, viu o setor se tornar o mais sólido da Europa. E como Stamford Bridge era o destino de investimentos milionário do magnata russo Roman Abramovich, Terry e seus companheiros (alguns deles contratados com tais investimentos) passaram a se destacar também pelos bons resultados.</p>
<p>Em 2006, o camisa 26 parecia viver uma fase de calmaria, que se converteu em momento inusitados. Contra o Reading, em partida pela temporada 2006/2007 do Campeonato Inglês, o zagueiro teve a incumbência de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5foC0HTutjc" >assumir o gol</a> da equipe, uma vez que Petr Cech e Carlo Cudicini haviam se machucado em campo. A experiência durou pouco mais de um minuto, e o único feito de Terry na posição foi cobrar uma falta sofrida pelo Chelsea no setor defensivo.</p>
<p>Mas a temporada também teve reveses para o já astro da equipe. Em novembro, diante do Tottenham, foi expulso pela primeira vez em sua carreira profissional. No mês seguinte, reclamando de dores nas costas, precisou sofrer uma cirurgia para a remoção de uma vértebra, que o tirou de campo até fevereiro. No mesmo mês, torceu seu tornozelo na partida diante do Porto pela Liga dos Campeões da Uefa, o que quase o tirou da final Copa da Liga Inglesa. Retornou, e conseguiu disputar o jogo em 25 de fevereiro. Resultado? Uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=x5hd-RJUHIg" >dividida com Abou Diaby</a> fez com que ele ficasse desacordado em campo e fosse removido para um hospital.</p>
<p>Mas mesmo em meio a tantos problemas físicos, Terry conseguiu novas encrencas fora de campo &#8211; ou quase. Em março, após vitória por 3 a 0 sobre Andorra, o zagueiro proibiu que seus jogadores trocassem camisas com os adversários. Assim, tomou de <a title="Sim, você pode ser amigo dele no Facebook!" href="http://www.facebook.com/osonejee" >Oscar Sonejee</a>, zagueiro andorrano, a camisa que havia sido dada por Jermain Defoe. “Foi um lance muito feio”, contou Sonejee na época ao jornal <em>The Sun</em>. “Fiquei chocado, foi algo humilhante. Nenhum time jamais tinha recusado a honra de trocar camisas conosco”, completou.</p>
<p>O castigo veio na temporada seguinte, justamente em um dos momentos mais importantes da história do Chelsea. Diante do Manchester United, o clube londrino disputava a final da Liga dos Campeões da Europa. E após um empate por 1 a 1 no tempo normal, os rivais ingleses levaram a disputa para os pênaltis. Terry era o responsável pela quinta cobrança dos <em>Blues</em>, mas escorregou e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pmXg0r7oicg" >mandou para fora</a> a bola que daria o título europeu ao clube. No fim, o Manchester venceu por <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pxMT3Sc5h9M&amp;feature=related" >6 a 5</a>, e o zagueiro chorou copiosamente no gramado do Estádio Luzhniki, em Moscou. <a href="http://www.mirror.co.uk/sport/columnists/3pm/2008/05/23/john-terry-penalty-miss-virals-115875-20433831/" >Virou piada na internet</a>.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-731  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/terry_mirror2-212x300.jpg" alt="terry_mirror2" width="212" height="300" /></p>
<p>O episódio fez com que o jogador divulgasse uma <a href="http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/football/teams/c/chelsea/7419271.stm" >carta aberta à torcida</a> no site do Chelsea. “Muitas pessoas me disseram que eu não tinha que dizer nada sobre o assunto, mas eu sinto que tenho. Este sou eu. Tenho revivido aquele momento desde que ele aconteceu. Tenho dormido poucas horas e acordo sempre esperando que aquele momento fosse só um pesadelo. Tive surpreendentemente apoio dos torcedores, jogadores e ex-jogadores, familiares e amigos e tenho que agradecer a cada um por isso. Mas sou um grande homem e me responsabilizo por nós não termos vencido”, disse. “Sou e sempre serei Chelsea, custe o que custar. Darei meu melhor dentro e fora do campo para ganhar esse troféu como jogador e um dia como técnico. E tenho certeza que nós venceremos”, completou o zagueiro – surpreendente, <a href="http://www.guardian.co.uk/football/2006/may/07/newsstory.sport6" >torcedor do Manchester United</a> durante sua juventude, segundo revelou ao <em>The Guardian</em>.</p>
<p>Posteriormente, os incidentes mostraram que John não era o único a ter problemas na família Terry. Em março de 2009, Sue Terry, mãe do jogador, e Sue Poole, sua sogra, foram flagradas furtando de uma loja de departamentos e de um supermercado. Mais tarde, em novembro, Ted Terry, pai do zagueiro, foi filmado pelo jornal <em>News of the World</em> vendendo cocaína.</p>
<p>Pensa que acabou? Em dezembro, repórteres disfarçados (do mesmo jornal) conseguiram convencer John Terry a “vender” visitas a Stamford Bridge – o que é proibido pelo Chelsea – por cerca de 10 mil libras. Por cerca de duas horas, Terry ciceroneou os dois jornalistas, que filmaram jogadores descansando e treinando.</p>
<p>E quando tudo já parecia ter acontecido em sua vida, eis que John Terry aprontou mais uma. Em janeiro de 2010, o zagueiro fez sua mais recente aparição nas capas dos tablóides britânicos, que divulgaram o romance entre o jogador (casado) e a modelo francesa <a href="http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2009/noticias/0,,OI4241451-EI14097,00-Conheca+a+modelo+que+tumultuou+o+futebol+ingles.html" >Vanessa Perroncel</a>, ex-namorada do zagueiro Wayne Bridge. Ex-companheiro de Terry no Chelsea, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pEhL14_sTGI" >Bridge se recusou a cumprimentar o rival</a> na partida de seu novo clube, o Manchester City, e o Chelsea.</p>
<p>Em fevereiro, as farras de Terry custaram a ele a braçadeira de <a href="http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/football/8495604.stm" >capitão da seleção inglesa</a> &#8211; na África do Sul, o time de Fabio Capello será capitaneado por Rio Ferdinand. Bridge pediu dispensa do grupo, que terá problemas na Copa do Mundo – além de contar com o zagueiro-encrenca, os ingleses embarcam sem astros como David Beckham e Michael Owen, lesionados. E John Terry, ironicamente, é uma das peças-chave do forte time de Capello que entra na briga pelo título como um dos favoritos.</p>
<p><strong></strong></p>
<p ><strong>***</strong></p>
<p>Mas Terry também tem bons momentos para comemorar como jogador. Além dos 11 títulos pelo Chelsea, o jogador ainda tem no currículo suas chuteiras, doadas em março para Manoel Ribeiro. Massagista do time, o brasileiro recebeu os calçados autografados e colocou-os em leilão para ajudar a custear o tratamento de sua <a href="http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=67653" >sobrinha com câncer</a>. O lance final foi de <a href="http://comprar.todaoferta.uol.com.br/par-de-chuteiras-autografado-por-john-terry-ajuda-pra-gabi-0ETJ9UPZQ1#rmcl" >R$ 5 mil</a>.</p>
<p ><img class="size-medium wp-image-734  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/terry_chuteiras-300x225.jpg" alt="terry_chuteiras" width="300" height="225" /></p>
<p>Querido em seu país, o camisa 6 da Seleção Inglesa ainda é tema de <a href="http://www.freeonlinegames.com/sports-games/king-of-defenders.html" >jogos online</a>. E a despeito dos problemas recentes envolvendo sua vida conjugal, Terry demonstra publicamente apego à família. Em 2006, quando recebeu da esposa Toni a notícia de que estava grávida de gêmeos, comemorou o gol que marcou contra a Hungria (o segundo em amistoso vencido por 3 a 1) imitação o embalo de um bebê. Três anos depois, foi eleito “Pai do Ano” em uma pesquisa realizada por uma marca de condimentos do Reino Unido.</p>
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		<title>Grandes azarões da Copa: Nova Zelândia</title>
		<link>http://www.tirolivre.com/?p=289</link>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 02:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Autor Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Matheus Trunk
A participação da Nova Zelândia na Copa de 82 não é um fato muito comentado no jornalismo esportivo. Também pudera: a seleção foi desclassificada na primeira fase tendo perdidos todos os jogos que disputou. Na classificação final da competição, o time ficou na penúltima colocação.
O elenco neozelandês era praticamente amador. Quase todos os atletas [...] <a href="http://www.tirolivre.com/?p=289">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p ><span >Matheus Trunk</span></p>
<p>A participação da Nova Zelândia na <a href="http://www.rsssf.com/tables/82full.html" >Copa de 82</a> não é um fato muito comentado no jornalismo esportivo. Também pudera: a seleção foi desclassificada na primeira fase tendo perdidos todos os jogos que disputou. Na classificação final da competição, o time ficou na penúltima colocação.</p>
<p><span id="more-709"></span>O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/1982_FIFA_World_Cup_squads#New_Zealand" >elenco neozelandês</a> era praticamente amador. Quase todos os atletas da seleção não viviam do futebol e tinham outra profissão. Entre os jogadores, tinha um engenheiro, um pintor de paredes, um estudante de jornalismo e um jogador profissional de críquete (esporte popular na Oceania). Conhecida como <em>All Whites</em>, o time perdeu para a Escócia de 5 a 2, da União Soviética por 3 a 0 e do Brasil por 4 a 0.</p>
<p ><img class="aligncenter size-medium wp-image-710" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/nz82-300x223.jpg" alt="nz82" width="300" height="223" /><br />
<em>O time da NZ em 82 tinha mesmo cara de ruim</em></p>
<p>Fundada em 1891, a <a href="http://www.nzfootball.co.nz/" >New Zeland Football</a> é uma das federações de futebol mais antigas do mundo. O mais estranho é que a entidade se filiou a Fifa somente em 1941. O atual presidente da entidade é o ex-goleiro <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Frank_van_Hattum" >Frank van Hattum</a>, que defendeu as metas do país na Espanha em 82. Mais de 25 anos depois, o <em>All Whites</em> irá disputar a Copa mais uma vez.</p>
<p>Aos 32 anos, o zagueiro <a href="http://www.nzsoccer.com/page/ryan_nelsen.html" >Ryan Nelsen</a> é o grande destaque do time atual. O atleta é capitão da seleção nacional e atua no Blackburn Rovers, clube da primeira divisão inglesa. Os atacantes Chris Wood (West Bromwich Albion-ING), Chris Killen (Middlhesbrough-ING) e Rory Fallon (Plymouth Argyle-ING) são os outros atletas do elenco que atuam na Europa.</p>
<p ><img class="size-full wp-image-715  aligncenter" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/nelsen2.jpg" alt="nelsen2" width="200" height="250" /><em><br />
Ryan Nelsen no Blackburn-ING</em></p>
<p>É muito difícil avaliar o potencial da seleção da Nova Zelândia. O time disputou as <a href="http://www.rsssf.com/tables/2010q.html#oce" >Eliminatórias</a> no mesmo grupo de países como as Ilhas Fiji, Vanuatu e arquipélago da Nova Caledônia (?). Os neozelandeses irão encarar na primeira fase o complicado Grupo F, tendo como oponentes as seleções da Eslováquia, Paraguai e a tetracampeã Itália.</p>
<p><strong>Filiação a Fifa:</strong> 1941<br />
<strong>Posição no Ranking da Fifa:</strong> 78º<br />
<strong>Principais equipes locais:</strong> Auckland City, Central United e Wellington Phoenix<br />
<strong>Grande craque atual:</strong> Ryan Nelsen (zagueiro, Blackburn Rovers-ING)</p>
<p><em><strong>Matheus Trunk</strong> é pesquisador, jornalista e palmeirense; edita também a <a href="http://www.revistazingu.net/" >Revista Zingu!</a>, especializada em cinema</em></p>
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		<title>Guaratinguetá: ascensão, queda… E ascensão?</title>
		<link>http://www.tirolivre.com/?p=285</link>
		<comments>http://www.tirolivre.com/?p=285#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 May 2010 05:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emanuel Colombari</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Lúcio Flávio (não aquele) fez 1 a 0 para o Guaratinguetá, e quase fez 2 a 0 ao acertar uma bola no travessão aos 40min do segundo tempo. Do outro lado, jogando em casa, ninguém menos que o Sport Recife, que conseguiu o gol de empate com Zé Antônio aos 44min da etapa final. O [...] <a href="http://www.tirolivre.com/?p=285">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lúcio Flávio (não aquele) fez 1 a 0 para o Guaratinguetá, e quase fez 2 a 0 ao acertar uma bola no travessão aos 40min do segundo tempo. Do outro lado, jogando em casa, ninguém menos que o Sport Recife, que conseguiu o gol de empate com Zé Antônio aos 44min da etapa final. O jogo, válido pela segunda rodada da Série B de 2010, terminou <a href="http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2010/noticias/0,,OI4426244-EI15407,00-Sport+arranca+empate+no+fim+e+conquista+primeiro+ponto.html" >1 a 1</a> e colocou o Guará na liderança provisória da competição &#8211; tudo bem, com um jogo a mais que 16 dos 20 times na briga. Mas o resultado, que não mostrou a superioridade que o time de Roberval Davino teve no segundo tempo, mostrou pelo menos que o Vale do Paraíba tem condições de entrar novamente na rota da Série A do Brasileirão em pouco tempo.</p>
<p><span id="more-699"></span>Pode parecer surpreendente para um time que acabou de voltar da <a href="http://www.futebolpaulista.com.br/competicao.php?page=4&amp;cat=44&amp;cam=74&amp;ano=2010&amp;fase=2" >Série A-2 do Campeonato Paulista</a>. Engano. Em primeiro lugar, porque Portuguesa e Santo André fizeram caminhos parecidos, subindo da A-2 e da Série B no mesmo ano – respectivamente em <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2007l2.htm" >2007</a> e <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2008l2.htm" >2008</a>. E em segundo lugar, porque o Guaratinguetá não entra na primeira Série B de sua história apenas como um clube de interior disposto a fazer figuração. Como já fez na <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2008.htm" >Campeonato Paulista de 2008</a>, o Guará quer mostrar que tem condições de surpreender, com resultados de time grande.</p>
<p>Fundado como Guaratinguetá Esporte Clube em 1° de outubro de 1998, a equipe surgiu como diversas outras emergentes do interior. Contando com o apoio do empresariado e da torcida da cidade, o Guará estreou profissionalmente em 2000, na <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2000l5.htm" >Série B-2</a> (então a quinta divisão) do Campeonato Paulista. Aos poucos, conseguiu sucessivos acessos, estreando na Série B-1 em <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2002l4.htm" >2002</a> e na Série A-3 em <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2003l3.htm" >2003</a>.</p>
<p>O cenário começou a mudar em 2004, com a chegada de Carlos Arini. “Carlito”, como é conhecido, já havia passado pelo Tricolor do Vale em 1999, na fase de estruturação para a estreia nos gramados. Cinco anos depois, o dirigente deixava o cargo que exercia na gerência do Figueirense e retornava para assumir a presidência do clube paulista.</p>
<p>Arini trazia com ele o empresário Sony Alberto Douer, proprietário da <a href="http://www.sonysports.com.br/" >Sony Sports</a>. Na chegada, o investidor <a href="http://www.sonysports.com.br/internas.php?menu=8435&amp;interna=25881" >adquiriu</a> os direitos do clube, assumindo posteriormente a presidência de honra do Guará – que deixou de se chamar Guaratinguetá Esporte Clube e passou a se chamar Guaratinguetá Futebol Ltda, oficializando sua condição de clube-empresa.</p>
<p ><img class="aligncenter size-medium wp-image-700" title="mat4-2gua_guara" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/mat4-2gua_guara-300x225.jpg" alt="mat4-2gua_guara" width="300" height="225" /><br />
<sub><em>Guaratinguetá em 2005: ainda que com um péssimo cartão de visitas,<br />
um jovem fenômeno se apresentava à Série A-2</em></sub></p>
<p>Com a dupla à frente, o Guaratinguetá Futebol Ltda. estreou na Série A-3 daquele ano de <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2004l3.htm" >2004</a>, conseguindo logo de cara o acesso para a Série A-2. Apesar de quase ter voltado para a A-3 no <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2005l2.htm" >ano seguinte</a>, a Garça conseguiu se manter, e buscou o acesso em <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2006l2.htm" >2006</a>, quando foi a quarta colocada da segunda divisão do Campeonato Paulista.</p>
<p>O retorno da cidade de Guaratinguetá à Série A-1 aconteceu em <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2007.htm" >2007</a>, 43 anos após o <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp1964.htm" >rebaixamento</a> da hoje extinta <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Associa%C3%A7%C3%A3o_Esportiva_Guaratinguet%C3%A1" >Esportiva</a>. Décima colocada na primeira fase, a equipe comandada por Toninho Cecílio terminou o Campeonato Paulista com o título do Torneio do Interior.</p>
<p>No <a href="http://www.futebolpaulista.com.br/competicao.php?page=1&amp;ano=2008" >ano seguinte</a>, surpresa: contando com nomes como Michael, Dinei, Alessandro Cambalhota e Nenê, e com uma folha de pagamento mensal de <a href="http://futebolnegocio.wordpress.com/2008/02/13/guaratingueta/" >R$ 300 mil</a> (apenas a décima entre os times da Série A-1), o time liderou a primeira fase do Campeonato Paulista, antes de ser eliminado nas semifinais pela Ponte Preta. Agora comandado pelo técnico Guilherme Macuglia, o Guaratinguetá garantiu uma vaga na Copa do Brasil do ano seguinte e na Série C do Campeonato Brasileiro, então última divisão nacional.</p>
<p ><img class="aligncenter size-full wp-image-701" title="guara_sp_2008" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/guara_sp_2008.jpg" alt="guara_sp_2008" width="286" height="320" /><br />
<sub><em>Guaratinguetá em 2008: o caçula surpreendia e<br />
mostrava a força dos clubes-empresa do interior</em></sub></p>
<p>Nos bastidores, Carlito Arini e Sony Douer eram festejados como um novo modelo de dirigente esportivo. A dupla não escondia sua intenção de adquirir um clube no futebol europeu, evitando os “intermediários” (leia-se “clubes brasileiros”) na negociação de jogadores. “Queremos lucro, dinheiro. Isso só vem com títulos. Temos de ser campeões paulistas até pelo dinheiro”, afirmou Sony ao jornal <em>O Estado de S. Paulo</em>.</p>
<p>Na <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesae/br2008l3.htm" >Série C</a>, o ambicioso Guará fez um bom papel, passou pelas duas primeiras fases e se garantiu automaticamente na edição 2009 do torneio &#8211; que passaria a ter 20 clubes, ao invés dos então 64. Posteriormente, o clube caiu na terceira fase da competição, mas sem perder o brilho de uma ascensão que parecia quase irrefreável.</p>
<p>Mas eis que aconteceu o que ninguém esperava. Candidato ao título paulista de <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2009.htm" >2009</a>, o clube se preparou com dinheiro, sete patrocinadores e pré-temporada em Jarinu. No entanto, a troca de treinadores (Argel, Estevam Soares e Márcio Araújo em pouco mais de três meses) e a chamada “falta de vontade” dos jogadores, segundo o próprio Carlito Arini, acabaram decretando o rebaixamento do clube para a Série A-2 de 2010.</p>
<p>“Não há planejamento capaz de prever a falta de empenho, a falta de luta, de dar um pouco mais. Amor à camisa não se compra. Porque se tivesse para vender, nós tínhamos comprado e dado para vários jogadores que não tiveram vergonha na cara”, disse Arini ao <a href="http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/arch2009-04-05_2009-04-11.html#2009_04-06_22_13_48-135376829-0" >blog do jornalista Cosme Rímoli</a> na ocasião.</p>
<p>Duro nas palavras, o dirigente não poupou críticas ao elenco. “Falei que eles (jogadores) não tinham o direito de ter destruído uma história tão linda de dez anos de sonhos. E deixei claro que sabia quem era quem. Que sabia que iriam mostrar lágrimas de crocodilo e depois iriam comer pizza e dormir com seu bagaço (amante)”, afirmou.</p>
<p>O rebaixamento deixou uma <a href="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/?p=298" >péssima impressão</a> do Guaratinguetá. No entanto, o clube voltou a surpreender na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Brasileiro_de_Futebol_de_2009_-_S%C3%A9rie_C" >Série C de 2009</a>, conquistando o acesso para a Série B do ano seguinte após eliminar o favorito Caxias-RS nas quartas de final. Tudo indicava que o revés no Paulistão havia sido temporário, e que a ascensão do Guará não tardaria a ser retomada.</p>
<p>Porém, na reta final da Série C, Carlitos Arini surpreendeu e <a href="http://www2.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=99960" >deixou a presidência do clube</a> &#8211; assumida pelo ex-diretor de futebol Eduardo Ferreira com o aval de Sony Douer. Posteriormente, Arini foi anunciado como o <a href="http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/11/17/carlito+arini+e+o+novo+diretor+executivo+do+santo+andre+9122121.html" >novo diretor-executivo de futebol do Santo André</a>, então prestes a ser rebaixado no Campeonato Brasileiro. E o Guaratinguetá, por sua vez, pensava apenas na Série <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesrz/sp2010.htm" >A-2 de 2010</a>.</p>
<p>Na Série A-2, com a dupla Eduardo Ferreira e Sony Douer à frente da gestão, o Guaratinguetá conseguiu se virar com as baixas receitas de TV (R$ 60 mil, contra R$ 1,2 milhão da Série A-1). Contando com o trabalho do técnico Roberval Davino e com média de público pouco inferior a 2,5 mil torcedores por jogo (muito positiva para o torneio), a equipe garantiu o acesso à Série A-1 ao lado de Noroeste, São Bernardo e Linense.</p>
<p ><img class="aligncenter size-medium wp-image-703" title="guara_a2_2010" src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/guara_a2_2010-300x244.jpg" alt="guara_a2_2010" width="300" height="244" /><br />
<sub><em>Guaratinguetá em 2010: de volta à Série A-2, acesso<br />
à elite paulista era considerado obrigação</em></sub></p>
<p>O retorno à primeira divisão paulista era considerado obrigação no clube em 2010. No entanto, o real poder de fogo do clube do Vale do Paraíba só será testado na <a href="http://www.rsssfbrasil.com/tablesae/br2010l2.htm" >Série B de 2010</a>. Esquecida pela mídia na Série A-2, a equipe estreou vencendo o Duque de Caxias por <a href="http://www.gazetaesportiva.net/nota/2010/05/08/635237.html" >3 a 1</a>. E a partir de agora, terá a missão de mostrar que os investimentos de Sony Douer ainda poderão manter a trajetória emergente do clube, mesmo sem Carlito Arini à frente das ações. Se conseguir, ninguém poderá dizer que o acesso foi uma surpresa.</p>
<p><strong><em>Fotos e informações:</em></strong><em> Guaratinguetá FL (<a href="http://www.agenciaflux.com/guara/page/?" >site oficial</a>), Terra, Gazeta Esportiva.Net, iG Esportes, Futebol Interior, RSSSF, FPF, Wikipedia, Jogos Perdidos, Blog do Cosme Rímoli e Blog Futebol &amp; Negócios.</em></p>
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		<title>El Diez da Gávea</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 14:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julio Simões</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano era 1974 e mais uma Copa do Mundo estava à porta. Na Argentina, país que sediaria o maior evento futebolístico do mundo pela primeira vez, um meia-atacante de apenas 16 anos chamava a atenção de todos pelo futebol abusado e ofensivo. O técnico da seleção principal Cesar Luis Menotti já o havia observado [...] <a href="http://www.tirolivre.com/?p=284">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano era 1974 e mais uma Copa do Mundo estava à porta. Na Argentina, país que sediaria o maior evento futebolístico do mundo pela primeira vez, um meia-atacante de apenas 16 anos chamava a atenção de todos pelo futebol abusado e ofensivo. O técnico da seleção principal Cesar Luis Menotti já o havia observado algumas vezes, mas ainda tinha dúvidas com relação à sua convocação para o Mundial porque ainda o considerava muito inexperiente para a responsabilidade. Mesmo que ele já correspondesse no time profissional do Argentinos Juniors e defendesse as seleções de base.</p>
<p><span id="more-677"></span>Ainda naquele ano, a fama do menino começou a superar as fronteiras argentinas, chegando ao vizinho e arqui-rival Brasil. Aqui, um jornalista portenho radicado no país, Manolo Epelbaum, percebendo o potencial do jovem, o indicou ao clube mais popular da nação, o Flamengo. Contou ao então presidente Hélio Maurício (no cargo de 1974 a 1976) sobre a habilidade do jogador baixinho e rápido, de pouca idade e muito futebol. Tentou convencê-lo de que valia a pena investir na contratação do jovem atleta argentino. Ouviu um <em>não</em> e uma justificativa que não esquece até hoje.</p>
<p><strong>&#8220;De craques de 16 anos, a Barra (da Tijuca) está cheia&#8221;</strong>, respondeu Hélio Maurício a Manolo, citando a região do Rio de Janeiro famosa por ser fonte de jovens jogadores para justificar a negativa. Mal sabia ele, Helio Maurício, nem Manolo e Menotti, muito menos todo o resto do mundo, que aquele menino se tornaria o maior jogador da história da Argentina e um dos maiores do mundo. Seu nome? Diego Armando Maradona.</p>
<p>
<div id="attachment_687" class="wp-caption aligncenter" ><img class="size-full wp-image-687" title="Maradona no Argentinos Jrs." src="http://www.tirolivre.com/ultimadivisao/wp-content/uploads/2010/05/maradona-argentinosjrs.jpg" alt="maradona-argentinosjrs" width="360" height="236" />
<p class="wp-caption-text">Aos 16, Maradona já ganhava destaque no Argentinos Jrs.</p>
</div>
<p>Manolo Epelbaum mora no Brasil desde 1956, é amigo pessoal de Cesar Luis Menotti e trabalha atualmente como comentarista do canal <em>SporTV</em>. Viu Maradona jogar pela primeira vez em 1973, em um amistoso disputado no estádio do Vélez Sarsfield (José Amalfitani, em Buenos Aires), entre a seleção juvenil e um combinado formado por jogadores de divisões inferiores da Argentina. Estava acompanhado de Menotti e, assim como ele, encantou-se desde o primeiro toque na bola dado por <em>El Diez</em>.</p>
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